30 de set. de 2013


29 de set. de 2013


Foto via - VIDA

Por que as pessoas gritam? (Vale a pena!)


Um dia, um mestre indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma...
- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça.
E o mestre volta a perguntar:
– Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o sábio.
Então ele esclareceu:
– Vocês sabem por que se grita com uma pessoa quando se está aborrecida?
O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não precisam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem.
É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Por fim, o mestre conclui: “Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.”
(autor desconhecido)

Via - Carlos Hilsdorf

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27 de set. de 2013

PRINCÍPIO DO VÁCUO...



       Você tem o hábito de juntar objetos inúteis no momento, acreditando
que um dia (não sabe quando) poderá precisar deles?   Você tem o hábito de
juntar dinheiro só para não gastá-lo, pois no futuro poderá fazer falta?
Você tem o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos
e outros tipos de equipamentos que já não usa há um bom tempo?
       E dentro de você?
       Você tem o hábito de guardar mágoas, ressentimentos, raivas e
medos?   Não faça isso. É antiprosperidade.   É preciso criar um espaço, um
vazio, para que as coisas novas cheguem em sua vida.   É preciso eliminar o
que é inútil em você e na sua vida, para que a prosperidade venha.   É a
força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que você almeja.
Enquanto você estiver material ou emocionalmente carregado de coisas velhas
e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades.   Os bens
precisam circular. Limpe as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do
fundo, a garagem.
       Dê o que você não usa mais.   Venda, troque, movimente e não
acumule.   Dê espaço para o novo. (Não estamos falando do capitalismo/
consumismo), mas até mesmo aquele namoro que não ata nem desata.   A
atitude de guardar um monte de coisas inúteis amarra sua vida. Não são os
objetos guardados que emperram sua vida, mas o significado da atitude de
guardar.
       Quando se guarda, considera-se a possibilidade da falta, da
carência. É acreditar que amanhã poderá faltar, e você não terá meios de
prover suas necessidades.   Com essa postura, você está enviando duas
mensagens para o seu cérebro e para a vida:   * primeira, você não confia
no amanhã e,   * segunda, você acredita que o novo e o melhor não são para
você, já que se contenta em guardar coisas velhas e inúteis.   O princípio
de não acreditar que o melhor é para você, pode se manifestar, por exemplo,
na conservação de um velho e inútil liquidificador.   Esse princípio,
expresso num objeto, denota um comportamento que pode também estar presente
em outras áreas da sua vida gerando entraves ao sucesso e à prosperidade.

       O simples fato de dar para alguém o velho liquidificador, colocando
o objeto em circulação, cria um vácuo para que algo melhor ocupe o espaço
deixado.   Emocionalmente, também. Você passa a acreditar que o novo
compensará o objeto doado.   Gente, uma faxina básica, apesar da
trabalheira e do cansaço que provoca, ao final é sempre bem-vinda.   Arejar
espaços, fora e dentro da gente faz um bem enorme!
       Vamos lá... mãos à obra!! Desfaça-se do que perdeu a cor e o brilho
e deixe entrar o novo em sua casa e dentro de você!


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A casa Arrumada


A casa Arrumada
Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas... Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos... Netos, pros vizinhos... E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Arrume a casa todos os dias... Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo para viver nela... E reconhecer nela o seu lugar.
[Carlos Drummond de Andrade]

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