7 de nov de 2008

NINGUÉM É INSUBSTITUIVEL

Sala de reunião de uma multinacional;
o CEO nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça:
ninguém é insubstituível.

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.
Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o CEO se prepara para triturar
o atrevido:

- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E o Beethoven?
- Como? – o CEO encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível;
e quem substitui o Beethoven?

Silêncio.

...

Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço
e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal, as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos,
mas, no fundo, continuam achando que os profissionais
são peças dentro da organização e que quando sai um é só encontrar
outro para por no lugar.

Quem substitui Beethoven?
Tom Jobim?
Ayrton Senna?
Ghandi?
Frank Sinatra?
Dorival Caymmi?
Garrincha?
Michael Phelps?
Santos Dumont?
Monteiro Lobato?
Faria Lima ?
Elvis Presley?
Os Beatles?
Jorge Amado?
Paul Newman?
Tiger Woods?
Albert Einstein?
Picasso?

Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam
e o que sabem fazer bem – ou seja – fizeram seu talento brilhar.
E, portanto, são sim, insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado
para alguma coisa.
Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos
e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe
focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia
em reparar 'seus gaps'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo,
se Picasso era instável, Caymmi, preguiçoso, Kennedy, egocêntrico,
Elvis, paranóico.

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias,
obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis,
resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar
sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos
fortes de cada membro.
Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se você ainda está focado em 'melhorar as fraquezas'
de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder
que barraria Garrincha por ter as pernas tortas,
Albert Einstein por ter notas baixas na escola,
Beethoven por ser surdo e
Gisele Bundchen por ter nariz grande.

E na sua gestão o mundo teria perdido todos esses talentos...

...

(( Autora: Célia Spangher ))

Retirado do Blog do Lijeirinho rj

http://ligeirinhorj.blogspot.com





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