26 de jan de 2014

Reflita_Sempre_26-01-2014_Domingo (+playlist)

Um dia a beleza passa

Reflita Sempre Domingo 26 01 2014

O BEM E O MAL




            O mal é uma força com duas mãos. De um lado, leva a destruição para quem o desejamos, e de outro, volta-se contra nós mesmos de forma sempre arrasadora. Portanto, aquele que se preocupa em desejar o que não lhe pertence (inveja), mantém ódio e raiva de alguém e pensa em vingança, por mais justo que lhe possa parecer esse sentimento, cedo ou tarde vai sofrer as conseqüências de seus atos ou pensamentos. O mal não tem controle, não é uma força que se pode dirigir para esse ou para aquele lugar, onde ele cai, onde ele é deflagrado, assim como uma bomba, se espalha levando a destruição ao seu derredor. Ao contrário do amor que vai formando um cinturão de proteção, de bem estar, de alegrias sem fim, o mal é a certeza de que plantamos uma fruta amarga e que em breve ela nos será oferecida em bandeja de zinco.
        Por isso, cuide de seus pensamentos, cuide do que sai da sua boca. Quando você acaba de pensar ou de falar, a coisa já está feita, já toma um rumo e vai construir ou destruir, perto ou distante e dificilmente tem volta. Não dá para segurar o mal, quando ele sai, já sai para destruir. Quantos estão separados hoje por causa de uma palavra "errada" e mal dita.?  
            As conquistas que fazemos com amor, com luta leal, com desejo de vencer no bem, são para sempre, eternas mesmo. Já as conquistas da inveja, do ódio, da vingança, da destruição de um lar, de uma família, são chamas que queimam a alma, verdadeiro inferno de tormentos e remorso que quase sempre levam a um final trágico, seja através de doenças nervosas, físicas ou acidentes 

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Talvez...



Ainda pior que a convicção do não,
é a incerteza do talvez,
é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda,
que me entristece,
que me mata trazendo tudo
que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades
que escaparam pelos dedos,
nas chances que se perdem por medo,
nas idéias que nunca sairão do papel
por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes,
o que nos leva a escolher uma vida morna.

A resposta eu sei de cor,
está estampada na distância
e na frieza dos sorrisos,
na frouxidão dos abraços,
na indiferença dos "bom dia",
quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem
até para ser feliz.
A paixão queima,
o amor enlouquece,
o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos
para decidir entre a alegria e a dor.
Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo,
o mar não teria ondas,
os dias seriam nublados
e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina,
não inspira,
não aflige nem acalma,
apenas amplia o vazio
que cada um traz dentro de si.

Preferir a derrota prévia
à dúvida da vitória
é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão,
para os fracassos, chance,
para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio
ou economizar alma.
Um romance cujo fim
é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando...
Fazendo que planejando...
Vivendo que esperando...
Porque,
embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu.

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SE VOCÊ ABRE UMA PORTA...




        Você pode ou não entrar em uma nova sala. Você pode não entrar e ficar observando a vida. Mas se você vence a dúvida, o temor, e entra, dá um grande passo: nesta sala vive-se! Mas, também, tem um preço... São inúmeras outras portas que você descobre. Às vezes curte-se mil e uma.
       O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta.
A vida não é rigorosa, ela propicia erros e acertos.
       Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se aprende. Não existe a segurança do acerto eterno. A vida é generosa, a cada sala que se vive, descobre-se tantas outras portas. E a vida enriquece quem se arrisca a abrir novas portas.
       Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas. Mas a vida também pode ser dura e severa e se não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta pela frente. ... Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens!

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19 de jan de 2014

SAIBA SAIR DE CENA



Uma das coisas que aprendi com pessoas de grande sabedoria é saber sair de cena, deixar o palco, sair da roda, mudar de assunto. Saber o momento exato de fazer com que os holofotes fiquem sobre os outros e não sobre você. No mundo competitivo em que vivemos, a sua presença "marcante" pode marcar demais. A sua idéia "brilhante" pode brilhar demais.
A forma "inovadora" de pensar pode inovar demais. E nem sempre as pessoas estão dispostas a deixar você brilhar impunemente. É hora de sair de cena. Nem que seja por um tempo. É preciso fazer os outros pensarem que você desistiu. É preciso dar a chance das pessoas acharem que você não quer mais estar no palco. Mas saber sair de cena é uma arte tão importante quanto saber entrar em cena.
Todo ator sabe disso.
Assim, é preciso sair de cena com classe. É preciso sair de cena com a discrição de um lorde inglês. Quando as pessoas sentem-se ameaçadas por você e começam a ter respostas agressivas desproporcionais, talvez seja a hora de sair de cena. Quando você, sem ter desejado ou planejado, começa a aparecer muito na sua área de atuação ou no seu setor de trabalho, talvez seja a hora de sair de cena por um tempo.
Saber sair de cena é também saber mudar de assunto. Quando as pessoas vêm lhe perguntar e comentar sobre o seu sucesso, sobre seus bens materiais, seu possível enriquecimento, etc., querendo fazer você falar sobre você - é hora de mudar de assunto.
É hora de sair de cena. Os sábios sabem que você nada ganhará falando de você mesmo para os outros. Nem bem, nem mau. Mude de assunto. Saia de cena. Não caia nessa armadilha. Quando o embate se dará com poderosos e você conhece o poder destrutivo desses poderosos, pense bem antes de entrar no combate.
Talvez você ganhe mais saindo de cena. Deixe a briga de cachorro grande para grandes cães. Saiba sair de cena.
Você terá outras oportunidades. Você ganhará outras batalhas com menos estresse, com menores esforços. É preciso fazer um grande esforço de sabedoria para saber quando sair de cena. É preciso ter uma grande capacidade artística para saber como sair de cena.

Será que temos tido a sabedoria e a arte de sair de cena, deixar o palco, mudar de assunto, na hora certa, no momento exato?


Prof. Luiz Almeida Marins Filho Colabora: Regina Nunes
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MEDO MAIS PROFUNDO


           
Nelson Mandela


           
Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é o de sermos poderosos além da medida.
            É nossa luz, não nossa escuridão, que mais assusta.
            Nós nos perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso, fabuloso?
            Na verdade, quem é você para não ser? Você é uma criança do Espírito. Você, pretendendo ser pequeno, não serve ao mundo. Não tem nada de iluminado no ato de se encolher, pois os outros se sentirão  inseguros ao seu redor.
            Nascemos para manifestar a glória do Espírito que está dentro de nós. E a medida que deixamos nossa luz brilhar, damos permissão para os outros
fazerem o mesmo.
            À medida que libertamos nosso medo, nossa presença libera outros
.      

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CRÔNICA DE MARIO PRATA




uma bela crônica.  Vale a pena ler


 Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo
e não consegue. Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo. Angústia é um nó muito  apertado bem no meio do sossego. Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu, sair de seu  pensamento Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer  outra coisa.
 Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.  Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.  Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que  nem exista.
 Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora
 Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.
 Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do
 sentimento.
 Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum
recado.
 Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
 Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
 Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
 Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
 Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas geralmente,
não  podia  Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
 Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o
 mandato.  Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
 Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.
 AMOR é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
 Não... Amor é um exagero... também não. Um dilúvio, um mundaréu, uma
 insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma
 necessidade, um desapego?
 Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tem explicação, esse
 negócio de Amor, não sei explicar.

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15 de jan de 2014

PARA QUE SERVE UMA RELAÇÃO?


Drauzio varela
            Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com a outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.
            Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara um omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
            Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo. Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa. Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro quando o cobertor cair.
            Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois. Se todos entendessem assim, não haveria tantas pessoas sozinhas...

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NEM TUDO É FÁCIL



Cecília Meireles  


É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão?
Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar?
Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir?
Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
e alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas?
Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se?
Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...
Mas, com certeza, nada é impossível...
Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos,
Mas também tornemos todos esses desejos, REALIDADE!!!

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COMO DESPERTAR A FELICIDADE




             Segundo a filosofia do budismo tibetano, somos realmente felizes quando nos  encontramos num estado energético, positivo, de permanente abertura e disponibilidade para apreciar e interagir com nós mesmos, com o ambiente e com as pessoas à nossa volta.   Não somos felizes quando perdemos nosso espaço interno: estamos tão sobrecarregados de idéias preconcebidas, expectativas e exigências que não conseguimos mais nos mover dentro de nós mesmos! Sentimos a rigidez de
nosso mundo interno e tudo à nossa volta passa a ser insatisfatório.
             Uma mente flexível é uma mente feliz. Flexibilidade é uma capacidade que
só adquirimos quando percebemos tanto as nossas necessidades quanto as dos outros. Portanto, ter abertura para trocar idéias com os outros é um sinal de felicidade, pois indica que já não estamos mais atados em nós mesmos e ao mesmo tempo também já não nos perdemos nos desejos dos outros... O segredo para ser feliz está em conquistar esse espaço energético dentro de nós. Um método para ganhar espaço interno: coloque dentro de caixas os objetos que representam seus problemas ou escreva-os num papel.
             Muitas vezes precisamos nos separar literalmente dos problemas para reconhecer o quanto eles eram de fato pesados e negativos. É como viver numa cidade tão agitada como São Paulo. Só quando passamos uns dias fora dela é que nos damos conta do quanto a cidade é barulhenta e poluída! O mais importante é aprender a separar-se da negatividade que o problema desperta em nós. Uma vez que soubermos recuperar nossa energia interna o problema em si deixa de ser "um problema".
            É difícil de admitir, mas temos apego aos nossos problemas. O pior sofrimento é o apego ao sofrimento. Muitas vezes estamos tão apegados aos nossos problemas que não sabemos como nos desfazer deles. Afinal estamos tão familiarizados com o drama de nossos problemas que nem sabemos mais quem seríamos sem ele. Coloquem seus problemas nas caixas e, um dia, vocês podem desfazer-se delas. Mas se vocês quiserem manter seus problemas com vocês, deixem-nos dentro das caixas! Deixem os problemas num espaço fora de vocês. Cada um tem que fazer sua experiência para entender o que estou falando. Se vocês ficarem com saudade de um problema, podem abrir a caixa e olhar para ele. Vocês logo vão sentir que não querem mais o problema, que não precisam mais dele. Na realidade, os problemas não fazem parte da natureza de nossa mente. A energia da mente deve ser sempre um espaço limpo e leve. Assim poderemos reconhecer o espaço de nossa mente como algo muito precioso. Algo tão precioso que queremos preservar acima de tudo.
             Para nós ocidentais a palavra paciência já está  contaminada por um sentimento de sustentar uma dificuldade ao invés de nos libertarmos dela. Então ele sugere que troquemos a palavra paciência por espaço. Na próxima vez que você se disser: "Preciso de paciência com fulano", diga para si mesmo: "Preciso de criar espaço entre eu e fulano".  Não se trata de distanciar-se de alguém como numa fuga, mas sim de
recuperar a sua autonomia emocional, isto é, não ficar mais vulnerável às condições
 externas adversas.  Podemos ter "paciência" com as situações adversas e ficarmos exaustos. Isto acontece quando suportamos o sofrimento externo a custa de muito
sofrimento interno.
             Ron Leifer em Projeto Felicidade (Ed.Cultrix) escreve: "Aceitar a confusão
é um passo em direção à clareza. Quando fica claro que estamos confusos, então a nossa busca pelo menos começa num momento de clareza sincera". Alegrar-se com a sua determinação de sair de um problema é um estado de regozijo interno. Enquanto não formos capazes de superar um problema, podemos gerar a determinação de sair dele. Gostar de resolver seus problemas é um sinal de boa auto-estima.
             Felicidade e infelicidade sempre andam juntas. Poderemos lidar positivamente
 com nossa tristeza se nos aproximarmos dela com a intenção de curá-la. Ao escutar nossa dor, ela nos informa o que estamos precisando fazer por nós. Isto é, que energia precisamos gerar. Assim, aos poucos criamos uma nova estrutura interna que nos permite lidar com a dor e continuar crescendo. Essa estrutura interna é fortalecida a cada vez que abandonamos uma atitude mental de vítima ou de auto-rejeição. Quando aceitamos o fato de que podemos experimentar conscientemente nossa dor, então estamos prontos para nos liberar dela! Finalmente rompemos o hábito de auto-comiseração e estamos aptos para ser felizes.

A.D


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1 de jan de 2014

Agenda da felicidade

ASSOVIE EM 2014

Reflexão buscada na Internet.

Quando algumas pessoas tem um conceito totalmente diferente daquilo que realmente somos, sentimos-nos estranhos. 
Estranhos para aquelas pessoas, e para nós mesmos ao tentar imaginar a figura irreal que criam de nós. 
Não podemos agradar a Gregos e a Troianos, e isso nunca me preocupou, mas incomoda-me o facto de sentir que há pessoas capazes de tudo para não nos ver a sorrir... Tantos valores naboca, e nada na alma e no coração.
Tudo que dizemos mostra um pouco de nós, mas não mostra as nossas vivências, nem os alicerces que nos mantêm de pé.
Cada pessoa é uma história, e todos nós temos dores, fragilidades, vitórias, derrotas, alegrias, decepções é isso que forma o nosso carácter, fazendo parte daquilo que somos nós.
É nisso que tento pensar quando alguém não me quer bem, me tenta magoar ou fazer mal mesmo sem o assumir, mesmo que indirectamente, camuflados em algo que pensam que são, mas não são! Tento justificar isso tudo com falta de amor, passados difíceis, dramas, feridas abertas... cicatrizes que jamais vão passar. Mas confesso que não é fácil, para mim que vivo muito do meu mundo, e das pessoas que eu amo... existem coisas que simplesmente não compreendo!
Hoje, mesmo com quase 30 anos custa-me a acreditar verdadeiramente que existam com a alma tão escura, e não falo de assassinos, pedófilos, ladrões, pois esses descobrem-se, assumem-se, ou então vivem com esse peso na consciência, falo sim daqueles que exercem directa ou indirectamente, pressões psicológicas, joguinhos, insultos , julgamentos, mesmo sem conhecimentos de causa, daqueles que se sentiram ameaçados por algum motivo e mostraram as garras para a pessoa errada, aqueles que tal como eu dizem ter uma vida honrada, e que bem lá fundo roem-se todos com as felicidades do próximo, daqueles que esperam ansiosos o dia em que o "suposto" inimigo cai, para se poderem rir à vontade... daqueles que vestem pele de cordeiro mas que no interior está um vulcão pronto a destruir o for preciso... enfim! As pessoas que estão bem consigo mesmas, e com o caminho que estão a percorrer não tem necessidade de atacar ninguém, pelo contrario, espalham amor, e felicidade por onde passam...Não julgam o teu caminho mesmo que seja oposto ao seu... deixam livres aqueles que amam...
Eu tive a sorte de passar mais de metade da minha vida com pessoas lindas, cheias de valores, muitos ensinamentos e aprendizagens, e isso fez de mim o que sou hoje, em contrapartida de uns anos para cá a minha vida cruzou-se com pessoas que nem em pesadelos gostaria de conhecer . Preferia morrer na ingenuidade, e ver tais realidades como filmes de telejornal, ou sessões de cinema ao fim da tarde...
Mas infelizmente a idade do faz de conta já passou, e temos que saber conviver com isso... com essa realidade, pode ser que um dia eu consiga!

Joana Miranda (Ciganinha)