14 de jan de 2010


MINHA PRECE

Nilton Bustamante



Ser feliz é um princípio alienável da vida.

O sorriso engavetado é a tristeza da fruta caída do pé e não colhida, apodrecida ao chão.

Servirá de adubo no cemitério de tudo que matamos e carregamos na alma.

A palavra atravessada, construída de qualquer jeito, contornada em vibrações distorcidas por pensamentos tortos,
torna-se algo tão primário, infantilizada por mente igualmente infantilizada, primeiros rabiscos mal aproveitados
da planificação dos alicerces das edificações da mente responsável com os planos excelsos.

Não se percebe que a sintonia construída por expressões matemáticas é a verso da moeda, do sentimento elevado
ao supramundo.
Então, oh, libertação de mim mesmo!
Ainda que em meu cárcere eletrificado pela dor, seja-me, ainda assim, em vida carnal, boa-venturança.
Oh, medo das alturas que me dá calafrio! Em minha morbidez temerária de tudo me faz armadilhas,
que me escravizam, necessito da régua, esquadro e compasso! Oh, ajudem-me nas medidas perfeitas das minhas
vibrações mentais e orais, possam ajudar-me a ressoar em meu coração a divina proporção.
Que meus passos sejam para aqueles que precisam caminhar a boa jornada.
Que a prece seja antes nas Alturas Benditas para que a minha, ao mesmo tempo, no lado oposto, seja sombra de luz
ao mundo dos homens.
Que eu seja ao mundo, como são para mim as minhas células operárias, diárias, em trabalhos em ciclos perfeitos,
que me impulsionam e não me deixam desistir, exemplificam que é preciso continuar na Grande Obra,
ser como é o pedreiro livre, lapidar a sua própria pedra bruta, polir, evoluir...
o que era apenas latente, transformar-se em imagem e semelhança do Princípio.

Ser feliz é um princípio alienável da vida:
“Amai-vos uns aos outros”,
e o Princípio que rege o universo resplenderá no mais inquestionável íntimo, no mais absoluto sentido.
Sim, eu mesmo estou ainda corrigindo minhas inúmeras páginas, pois, a cada dia, que se apresentam em branco,
eu insisto em muitos erros, em muitos descuidos seculares, que me tiram a vontade de sorrir,
que me enfraquecem por alguns momentos.
Mas, sempre o galo canta, e vem anunciar um novo dia, inicia-se o tudo por fazer,
e outra página em branco, amavelmente, se apresenta para me exercitar nas lições professoras da vida.
Se conseguirmos, por um pequeno instante que seja, a cada dia,
um bom pensamento, uma alegria sincera de um coração sincero comovido pelas oportunidades dos dias e das noites,
das delicadezas das flores, das amabilidades humanas, das tolerâncias, contribuiremos com o micro e com o macro,
abriremos novos caminhos, novas pontes, facilitando assim, a vinda de amáveis visitas,
novas companhias que nos auxiliarão, por todos meios e formas, para vivenciarmos o significado da expressão do Mestre:
“Paz na Terra aos homens de boa vontade”!.




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