30 de nov de 2011

A criança e a timidez

Quem já vivenciou a experiência de sentir os filhos agarrados em seus braços, envergonhados de responder a um cumprimento ou com medo de participar de uma festinha, sabe como é complicado conviver e viver a timidez.

Muitos pais não sabem como lidar com o comportamento da criança tímida e, talvez, por desconhecerem as causas da timidez, repreendem, rotulam seus filhos ou assumem posturas que reforçam ainda mais a insegurança da criança.

O medo da crítica e a rigidez excessiva consigo podem gerar crianças inseguras, com baixa auto-estima, que acreditam ser necessário atingir a perfeição para serem aceitos por seus pares.

É comum encontrarmos crianças com as mãozinhas geladas, suando frio, escondendo-se pelos cantos, isolando-se de todos. Estes são alguns sinais que denunciam muitas vezes a criança tímida que encontra dificuldades para relacionar-se, preferindo brincar sozinha e recusando-se a ir à escola quando inicia o período letivo, uma vez que toda situação nova é altamente desafiadora e desconfortável para esta criança. Perguntar algo ao professor é um drama; responder a questões orais é um verdadeiro sacrifício, pois o medo de errar e a sensação de vergonha de uma possível crítica afastam qualquer tentativa de participação na aula. Daí a necessidade de receber segurança, carinho e estímulo de professores e pais que, ao evitar comparações e rotulações, auxilia a criança a entender seus sentimentos e a superar inseguranças.

Geralmente aos três anos a criança começa a sinalizar uma aparente timidez e, se receber ajuda no período inicial, poderá superar seus temores, porém quando vive em um ambiente superprotetor, onde é privada de fazer suas próprias descobertas, acertando ou errando, e a dependência é privilegiada, o processo pode ser mais difícil, uma vez que qualquer mudança em sua rotina, que exija iniciativa ou ação, poderá gerar frustração por não conseguir expressar-se em situações novas sem aprovação e direcionamento.

Quando a criança é forçada a fazer o que não quer, desqualificando seus interesses, ou quando o nível de exigência dos adultos for acima de seus limites, a tendência é que a mesma retraia-se cada vez mais e procure o isolamento.

Fortalecer a auto-estima da criança tímida, valorizando suas ações, conquistas e habilidades, motivando o convívio social com amiguinhos mais próximos, viabilizando diálogos constantes, mostrando que ela é capaz e principalmente mostrando que ela é amada acertando ou não, são atitudes importantes que auxiliam a superar o problema.

A.D


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