3 de nov de 2013

Construir a felicidade

Das emoções humanas a felicidade talvez seja a mais difícil de conquistar, porque exige emancipação de velhas crenças e hábitos.
 

Exige também coragem para enfrentar uma nova vida, para se libertar dos preconceitos e dos rancores acumulados.

O sofrimento não faz exigências.
Por isto há tanta gente que continua padecendo dos mesmos males, para não correr o risco de enfrentar sofrimentos desconhecidos.
A maioria das pessoas, quando se sente infeliz, culpa o mundo e a humanidade.

Pensa que os outros precisam mudar.
Mas é aprimorando o nosso mundo interior que o mundo exterior vai mudar.


E existem aquelas que temem o envelhecimento, por julgarem a beleza e a juventude indispensáveis pra a felicidade.

E as pessoas dotadas de beleza são as que mais temem a velhice.
Elas sofrem tanto, que se tornam amargas e perdem o encanto da beleza espiritual que transparece no rosto harmonioso, no olhar sereno, tão bonitos em qualquer idade.

A alegria de ser é um estado de espírito.
Está dentro de nós.

O bem que vem de fora traz satisfação passageira.
Precisamos aceitar a trajetória da vida com suas transformações naturais.

Recusar a passagem de tempo é uma luta insana.


Minha mãe, Magdalena Lea, escreveu:

A felicidade não quer dizer ausência de problemas, mas condições emocionais, equilíbrio mental para resolvê-los.

A felicidade é um sentimento e não um acontecimento.

Ninguém pode sonhar com a felicidade eterna, porque a vida é feita de fases boas e ruins.

Aquele que valoriza os bons momentos, pode-se dizer, é uma pessoa que sabe aproveitar a vida.

A nossa mente tem um enorme poder sobre nós, sobre a nossa vida. Tudo que pensamos sobre nós torna-se verdade, então, cada pensamento nosso está criando o nosso futuro.

E o pensamento pode ser modificado.
É muito bom saber que podemos mudar nossa vida, modificando o nosso pensamento.


O filósofo William James ensinou: Até agora se pensava que para agir era necessário sentir.

Hoje se sabe que, se começamos a agir, o sentimento aparece.
E concluiu: O passarinho não canta porque é feliz, ele está feliz porque canta.


As pessoas que sofrem de infelicidade crônica são as mesmas que se queixam de não ter amigos, de que não se pode confiar em ninguém.

Fecham-se em seus mundos e alimentam seu sofrimento.
Têm a sensação de que a vida não vale nada.

A tristeza é um mal contagioso e a alegria é um bem contagioso. Cultive a alegria, criando felicidade em torno de você, e, por conseguinte, para si mesmo.

COMO CONSTRUIR A FELICIDADE?
Ao invés de dar ênfase às perdas e a tudo que lhe falta, valorize o que você tem.
A felicidade não depende de se ter dinheiro, glória, poder, juventude. Muitas pessoas possuem tudo isso e vivem amarguradas, cheias de problemas pessoais.

Não há dinheiro que possa comprar um remédio pra curar as tristezas, nem existe um bem que possa preencher o vazio da alma.

Quantas pessoas vivem com simplicidade e se consideram felizes?
Albert Camus nos ensina: Ser é mais importante do que ter.
Porque o que temos não está em nós, mas o que somos é a nossa própria essência.

Moral da história: riqueza, poder, glória, juventude, tudo isto é muito bom, mas quando a pessoa se sente satisfeita consigo mesma.

Existem pessoas viciadas em sofrer.
Elas buscam notícias trágicas e vivem ruminando as tragédias.
Elas apresentam um semblante amargurado que perdeu o hábito de sorrir.

E aqui vai mais outra do grande mestre da felicidade, William James: Eu não vivo sorrindo porque sou feliz, eu sou feliz porque vivo sorrindo.
Sorria! Você verá que a vida vai sorrir pra você!
Esta matéria foi escrita inspirada nos ensinamentos de minha mãe, Magdalena Léa, poetisa e escritora, autora do livro Quem Tem Medo de Envelhecer?.
Durante muitos anos, ao invés de dar vazão ao seu dom de escrever, ela passava horas costurando pra fora e também pra nós.
Ao lado do nosso pai, mostrou que a felicidade é possível, quando se cultiva um ambiente positivo, que supera todas as dificuldades, inclusive as brigas conjugais.

A última frase de seu livro diz:
"ponham a vida numa bandeja e sirvam-se." E ela se serviu da melhor forma possível: envelheceu curtindo cada minuto como se fosse o último.

Lou Micaldas 

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