19 de jan de 2014

CRÔNICA DE MARIO PRATA




uma bela crônica.  Vale a pena ler


 Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo
e não consegue. Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo. Angústia é um nó muito  apertado bem no meio do sossego. Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu, sair de seu  pensamento Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer  outra coisa.
 Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.  Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.  Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que  nem exista.
 Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora
 Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.
 Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do
 sentimento.
 Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum
recado.
 Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
 Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
 Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
 Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
 Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas geralmente,
não  podia  Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
 Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o
 mandato.  Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
 Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.
 AMOR é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
 Não... Amor é um exagero... também não. Um dilúvio, um mundaréu, uma
 insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma
 necessidade, um desapego?
 Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tem explicação, esse
 negócio de Amor, não sei explicar.

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