28 de fev de 2016

SONHOS DE GENTE MADURA



 
        Maduro não é quem viveu o suficiente; é quem tem vivências, que podem não estar necessariamente ligadas à idade. Tudo na vida é encanto quando entramos na adolescência. Todos os sonhos são possíveis, tudo é festa e o paraíso parece estar ao alcance das nossas mãos. Achamos que o primeiro amor vai durar para sempre, que vamos evoluir no trabalho, que as pessoas com as quais convivemos serão sempre sinceras e gentis.
        Um dia, nos vemos diante dos primeiros obstáculos: perdemos nosso amor, anoitece no paraíso,  descobrimos que precisamos competir e trabalhar duro para chegar a algum lugar e que nem todas as pessoas deseja nosso bem. Nossos sonhos se quebram e adquirimos experiências, nos tornamos adultos, amadurecemos. E dói.  Dói em nós, no nosso ser, dói a vida.
        Algumas pessoas desistem, se cansam com os desenganos e se deixam levar. Nunca crescem, nunca constroem nada. Desacreditam nos sonhos e no poder mágico deles. Envelhecem prematuramente, tornam-se ranzinzas e mal-humoradas. O mundo está cheio de pessoas assim.
        Portanto, há pessoas maduras que ainda sonham. Só que é um sonho diferente. Os jovens sonham em construir, começar, conquistar. Elas sonham em reconstruir, recomeçar, reconquistar. Pessoas maduras sonham depois de terem vivido, depois de terem quebrado a cara, de terem tido decepções, caído em armadilhas e depois de terem enfrentado a dura realidade de que nem todos os sonhos se realizam. Mas elas sabem que ainda assim vale a pena sonhar. E elas sonham... conscientemente!
        Amam de novo, de novo e de novo!...
        Caem e se levantam e recomeçam cada vez que caem.
         Elas acreditam sempre que na próxima  vez vai ser diferente. Prendem os sonhos nas mãos e não largam!  Geralmente essas pessoas vivem mais tempo e  o tempo que vivem é bem melhor aproveitado.  São idealistas e benditas!
        As pessoas maduras que ainda sonham
são o sonho da vida, são a projeção dos melhores desejos de Deus aqui na terra.
 Letícia Thompson  - Colabora: Rita Morcerf







Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente sobre a mensagem acima que você leu