28 de mai de 2012

O Tédio e o vazio


 Elizabeth Lukas na sua obra "Tua vida têm Sentido" (Ed. S. M. Madrid 1983), diz: "Está comprovado que a pessoa experimenta certo alívio, quando têm a sensação de ver as causas de seus conflitos e, de poder explicar sua trajetória pela infância ou pela educação; mas está comprovado também que, isto diminui a consciência da responsabilidade de seus atos e de sua conduta. Neste caso se diz: "Não posso remediá-lo. Sou assim mesmo. Assim me hão educado e formado". E deste modo se fecham todas as ulteriores possibilidades de desenvolvimento e amadurecimento."
Viktor E. Frankl, no seu livro "O homem sofredor"(Ed. Heder, Barcelona, 1987), completando esse pensamento escreve: Os pacientes dizem a cada passo: "Sou assim e não posso mudar-me; com isso querem dizer:... portanto não tenho possibilidades alguma de ser de outro modo. Mas a verdade é esta: Eu posso ser em qualquer instante de outro modo, logo não sou, de qualquer modo".
Uma das condições que nos permitem identificar os pontos conflitantes ou criadores de conflitos, em contradição entre o que queremos e os valores, é a de tomarmos consciência de nossos próprios sentimentos. Os sentimentos são a melhor e mais direta maneira de descobrirmos a verdadeira e real pessoa que há dentro de nós. Como é bom ser eu mesmo, estar feliz por ser "eu"! No entanto, vemos a grande dificuldade que temos em sermos nós mesmos, porque preferimos ser aquilo que os outros querem que sejamos. Deve ir aparecendo aquele "eu" que quero ser. Tenho que resgatar aquilo que eu sou. Infelizmente fomos programados para não trabalhar com os nossos sentimentos ou emoções: para não pensarmos, decidirmos, ou não fazermos coisa alguma por iniciativa própria.
A maneira como lidamos com os sentimentos, trabalhamos com eles ou os contornamos, será o ponto chave para eliminarmos os conflitos. Por isso cabe perguntar-nos: que postura tomamos frente a nossos sentimentos ou emoções? Como os trabalhamos? Os manifestamos de uma forma adequada ou de acordo com nossa escala de valores, permitimos que fluam naturalmente ou nos negamos, reprimimos ou racionalizamos?
Tornar-se totalmente honesto é o primeiro passo para tornar-se livre... O caminho para descobrir a verdade principia como o ser honesto com seus sentimentos. Ser honesto significa declarar a mais elevada verdade como você vê, sem desculpas ou defesas, sem fingimentos ou restrições. O segundo passo para tornar-se livre é exprimir abertamente nossos sentimentos. A conseqüência feliz de se livrar das emoções penosas é tornar-se aberto. Ser aberto é estar em contínuo contato com o mundo em torno de você através dos seus sentimentos. Quando você é aberto, é menos ansioso. Você só precisa parar e perguntar: O que é que eu tenho medo de perder? O que é que me está ameaçando agora? Estou com medo de aceitar alguma parte de mi mesmo? Estou com medo de assumir responsabilidade, de fazer alguma coisa que magoe outra pessoa?
Seja corajoso. Não se contenha. Deixe sair suas emoções. O processo de aprender a exprimir suas emoções é doloroso. Ele exige que você esteja determinado a fazê-lo. Se tomarmos consciência de nossos sentimentos nos ajuda a superar os conflitos. Até que ponto tomamos consciência de nossa vida afetiva, com abertura suficiente para reconhecermos e aceitarmos nossos sentimentos? Reserve seu tempo para si, para um encontro sereno consigo mesmo, para dar um relax energizante para uma breve interiorização. Mais que nunca, em nossos dias, necessitamos de métodos de aprofundamento, que nos introduzam em nosso interior de modo inteligente e eficaz. Por meio de relaxamento, eliminamos as tensões e nos colocamos em um estado mais favorável para o encontro conosco mesmos, a comunicação com Deus e com os outros.

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